Yang Rui, um gordo e astuto formado em biologia, encontrou-se desempregado após a graduação. Por obra do destino, acabou tornando-se um versátil e renomado professor em uma escola preparatória. Num piscar de olhos, foi transportado para o ano de 1982, transformando-se em um repetente do vestibular, alto e bonito, trazendo consigo uma mente repleta de conhecimento e referências. Na década de 1980, a taxa de aprovação no vestibular era baixíssima? Colegas, aprendam comigo... A distribuição de empregos após a formatura era rígida e burocrática? Venham até meu quarto que eu lhes explico como lidar com isso... O país enfrenta dificuldades? Ajudem seus colegas! Alguém está doente? Assistam suas amigas! Esta é a história de um técnico nada convencional e suas aventuras.
— Um dia, eu, Yang Rui, também vou sair na capa do Diário do Povo! Uma página inteira, com o título “O Professor Particular Mais Forte da China”, ou talvez “O Instrutor Fenomenal”. Todos vão me idolatrar, vai ser um arraso... —
Um rapaz rechonchudo, usando uma camiseta listrada de cinza e branco, estava escrevendo com entusiasmo na parede, cheio de pompa. De repente, caiu do céu um objeto misterioso: um chinelo vermelho, gasto no meio, acertou-lhe a cabeça.
— Chega, Yang Rui! Para de passar vergonha. Só pedi pra escrever um anúncio, uma linha: “Curso de Reforço Luz da Lua recruta alunos, contato: Xiao Yang, deixe seu telefone”. Escreve logo e vaza, se o vigia pegar você, vai sobrar pra nós de novo — disse um jovem, descalço de um pé, caminhando largado; obviamente, o “objeto misterioso” fora lançado por ele.
— Tá bom, já entendi. Voltar ao campus, sentir o clima estudantil, respirar o ar da juventude, não posso nem me emocionar um pouco? — Yang Rui rabiscou o anúncio rapidinho e, ao final, deixou seu número de telefone: 13888801118. Não se pode negar, ele tinha certa habilidade: a letra ficou bonita, reluzente sob o sol, dava pra ver de longe.
Yang Rui admirou-se, satisfeito: sua caligrafia podia competir com a dos grandes líderes! Suspirou, lamentando sua falta de sorte: no vestibular não “explodiu” em talento, entrou numa universidade sem prestígio e ainda foi remanejado para biologia. Após a graduação, não achou emprego; só restava estudar ainda mais para o mestrado. Por milagre, passou. Foi dedicado, estudou mais do que para o vestibular, fina