Ge Wu atravessou para um mundo paralelo acompanhado de um sistema que não permitia qualquer interação, cujo único indício para sua missão eram três palavras: Zhou Xingxing. Durante mais de dez anos, ele correu incansavelmente pelo caminho da atuação, mas nunca conseguiu cumprir o objetivo do sistema. Até que, certo dia, para ganhar dinheiro rápido como figurante, decidiu participar de “Rei da Canção Interdisciplinar” e, surpreendentemente, completou a missão. Zhou Xingxing seria, afinal, um cantor?
Muitos leitores de romances sobre entretenimento costumam reclamar que os sistemas são inteligentes demais, deixando a vida do protagonista sempre nas mãos de uma entidade tecnológica superpoderosa.
Graveto era um desses leitores.
E então, o destino lhe pregou uma peça.
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13 de julho de 2019, duas da tarde, o calor insuportável, nem uma nuvem no céu.
Mundo paralelo, Cidade Mágica, set de filmagem do longa “Sou um Ator”.
O diretor não parava de olhar para a porta, rabiscando distraidamente no quadro de anotações, como se aguardasse alguém.
O responsável pelos adereços e o técnico de iluminação estavam entusiasmados organizando um jogo no celular.
As maquiadoras disputavam uma animada partida de cartas, com o rosto coberto de bilhetes de papel.
No canto noroeste do set, o cinegrafista filmava um homem vestido com um antigo terno grosso xadrez em vermelho e preto, Graveto, que parecia mais velho do que realmente era. Em algumas falas que soltava, seu tom de voz revelava uma juventude que não combinava com sua aparência.
Graveto atuava conforme as orientações do assistente de direção, interpretando seu papel secundário.
“Esperando do lado de fora da maternidade enquanto a esposa dá à luz.”
Graveto andava apressado de um lado para o outro, alternando entre apertar e abrir as mãos, mordendo fortemente o lábio, soltando e voltando a morder, os olhos fixos à frente, cheios de ansiedade, as sobrancelhas franzidas.
“Muito bom, próximo: nascimento do filho.”
Mudou a expressão, ficou surpreso e de