Hao Ren, assim como seu nome sugere, é uma boa pessoa. Seu ideal era passar a vida tranquilamente, sendo um senhorio modesto, sem nunca enriquecer, mas também sem passar fome — pelo menos, era assim antes de sua casa ser invadida por uma série de criaturas excêntricas. Uma velha e isolada mansão, um grupo de seres não exatamente normais, e um contrato de trabalho vindo de uma “divindade”; esses três elementos juntos transformaram Hao Ren no senhorio mais ocupado do mundo e no tutor mais habilidoso, dando início à história mais caótica, estranha e anormal entre inquilinos e senhorio. “Desde o dia em que carimbei minha mão naquele contrato de trabalho, soube que tinha embarcado numa verdadeira roubada...”
Hao Ren, como indica seu nome, era realmente uma boa pessoa.
Morava numa pequena cidade do norte, tão insignificante que, se Pequim decidisse construir um vigésimo ou trigésimo anel viário, talvez pudesse ser considerada quase sob os pés do imperador. Era um sujeito absolutamente comum; se todos os cartões de "bom moço" do mundo fossem atribuídos a ele pelo simples trocadilho de seu nome, talvez pudesse ser famoso, mas, na verdade, ninguém o reconhecia nas ruas. Ostentava um rosto quadrado, bastante masculino, mas ordinário, e assim viveu mais de vinte anos. Seu objetivo de vida era ser uma boa pessoa, nada mais que isso—sem qualquer traço distintivo. Essa era sua essência.
Era início do calor, meses de maio e junho, e, embora o tempo fosse mais fresco no norte, caminhar sob o sol ao longo das avenidas era suficiente para irritar qualquer um. O centro, repleto de carros, mostrava poucos pedestres, e entre eles estava Hao Ren, um jovem alto, vestindo camiseta branca e calças cinzentas, de aparência banal. Trazia algumas folhas de papel nas mãos e procurava sempre caminhar sob a sombra das árvores ou edifícios. O barulho das buzinas e o ruído das cigarras o incomodavam, mas não pareciam afetar seu humor: caminhava com a cabeça baixa, absorto, ocasionalmente abanando a roupa já quase encharcada pelo suor, e olhava para os papéis que segurava. Dois eram anúncios de emprego, e o outro, um panfleto entregue por uma estudante quando ele passou pela praça, ilustrado com uma jovem sorridente e belíssima, com letras garrafais: "Hospital Especializado em