[Transmigração para um livro + mansão do marquês + espaço + princesa consorte + pureza mútua + viagem no tempo + cultivo da terra + sem sistema] Ye Jintang, uma presidente bilionária, atravessou para um livro e se tornou uma órfã solitária, sem apoio, mas com uma enorme fortuna nas mãos. Os parentes todos a cobiçavam, de olho no patrimônio dela, querendo devorar seus bens e extirpar a família por completo? Ye Jintang fez um gesto largo e esvaziou a mansão do marquês, virando-se para se casar com o Príncipe Qin, que tinha as pernas aleijadas. Diziam que o Príncipe Qin havia sofrido ferimentos graves e que não viveria por muito tempo. Ye Jintang, em seu íntimo, fazia lindos planos: se não viveria por muito tempo, melhor ainda. Depois, ela poderia adotar o filho de uma concubina, esperar até o príncipe morrer e, em seu território feudal, não teria sogra, nem concubinas irritantes, nem um príncipe difícil de servir. Só de imaginar essa vida, ela já quase acordava sorrindo. Mas por que, depois de tanto esperar, o Príncipe Qin não morreu, e ela ainda ficou grávida? Um, dois, três filhos... e o Príncipe Qin não só não morreu, como ainda se levantou? Ye Jintang ficou pasma. Como esperado, os homens bonitos não passam de mentirosos. E aquela história de que ele não viveria por muito tempo?
Ye Jintang, a poderosa presidente de uma empresa avaliada em centenas de bilhões, morreu de doença no escritório depois de uma noite inteira de trabalho.
Ao ver aquele grupo de parentes, com a ganância estampada no rosto, reunido no hospital, Ye Jintang, agora um espírito, abriu um sorriso frio.
Naquele tempo, ela perdera ambos os pais muito cedo e nenhuma família quis acolhê-la; se não fosse a bondade de uma vizinha, oferecendo-lhe um prato de comida, talvez já tivesse morrido de fome na rua.
Agora queriam aparecer para tomar sua herança inteira. Era um delírio.
A empresa fora construída por suas próprias mãos. Dois anos antes, sem filhos e sem filhas, decidida a viver sozinha para sempre, ela deixara em testamento que, após sua morte, doaria cem milhões em dinheiro à vizinha e entregaria todos os demais bens ao Projeto Esperança.
Nem um centavo aquela cambada de parentes tinha direito de levar.
O advogado chegou depressa e anunciou o testamento.
“Ye Jintang, sua mulher feia e sem vergonha, enlouqueceu? Doou todo o dinheiro?”
“Uma ingrata como você merecia mesmo não viver muito.”
Ao vê-los praguejando com fúria, Ye Jintang não poderia estar mais satisfeita.
Como aqueles parentes de primeira categoria não receberiam nada, naturalmente não cuidariam de seus assuntos póstumos; depois de xingarem o bastante, acabariam indo embora.
No quarto de hospital barulhento, restou apenas Ye Jintang, um espírito. Ao olhar para o próprio rosto comum, até um pouco feio, não pôde deixar de suspirar.
Se ao menos tive