A verdadeira herdeira da família Chu, Chu Luo, que havia sido trocada na maternidade, foi levada de volta para casa e, deixando de lado os estudos e o trabalho “sério”, começou a se dedicar às transmissões ao vivo. Toda a alta sociedade de Jiangcheng estava à espera de rir de Chu Luo. Mas, por mais que esperassem, o que veio foi a enxurrada de grandes figuras de todos os setores correndo para a sala de transmissão ao vivo e se agarrando às suas coxas. Um novo prodígio do mundo dos negócios: “Por favor, mestre, salve minha vidinha!” Um ator recém-consagrado: “Por favor, mestre, elimine minhas péssimas paixões!” Um grande nome da pesquisa científica: “Por favor, mestre, dê uma olhada no feng shui!” Alguém: “Esposa, vem colar em mim!” Todos: “Por que o estilo dele é tão diferente do dos outros?” Chu Luo: “Também queria saber.” (Palavra-chave: renascimento da verdadeira herdeira)
Na Cidade de Jiang.
Na família Chu.
Chu Luo, enrolada num cobertor, sentava-se um pouco aturdida à beira da piscina, sem conseguir entender por um instante o que tinha acontecido.
Seu belo rosto estava sem a menor cor, e a água escorria por todo o corpo.
Ela lembrava que, pouco antes, ainda estava no mundo dos cultivadores, tendo acabado de exterminar um rei fantasma que semeava o caos entre os mortais; sua base de cultivo até se elevou de forma notável.
Quando abriu os olhos novamente, já estava ali.
“Luo Luo, como você pôde empurrar sua irmã para a água? Ela é sua irmã, vá já pedir desculpas!” repreendeu uma mulher elegante, abraçando a jovem também encharcada.
Ao ver aquela mulher, memórias que há muito haviam sido esquecidas tornaram-se subitamente nítidas.
Era sua mãe da vida passada, Song Qianya.
Na existência anterior, Chu Luo tivera uma vida miserável.
Passara a infância num orfanato e, por ter desde cedo os olhos yin-yang, via com frequência coisas que os outros não viam; por isso, achavam que ela era uma aberração, e ninguém queria brincar com ela.
Ao completar dezoito anos, nem chegou a entrar na universidade; foi direto para o mundo do trabalho.
Sempre pensara que havia algo de errado com sua mente. Trabalhava arduamente para ganhar dinheiro, chegando a fazer três empregos por dia, tudo para que, um dia, pudesse juntar o suficiente para ir ao hospital, tratar-se e tornar-se uma pessoa normal.
Só aos vinte e dois anos foi encontrada pela família Chu.
Então descobriu que, em cri