[Atualização diária deste texto, com atualização às 21h~] A demônia raposa Jiu Ji entrou sorrateiramente na capital para obter um remédio proibido de cultivo. Substituindo a noiva do vice-magistrado do Dali Si, que havia morrido de forma inesperada, ela casou-se com o senhor Zhong, do Dali Si, celebrou as núpcias e entrou na câmara nupcial... No começo, esse marido de ocasião não entendia de ternura e era bastante difícil de agradar; ela só pôde tratá-lo com cuidado e suportá-lo por enquanto. Mais tarde, ele, por algum motivo, tornou-se muito mais gentil. Mas Jiu Ji já havia obtido com sucesso o remédio proibido e não desejava mais se envolver com ele; preparou-se para partir sem demora. Quem diria que, no momento da partida, ele de repente descobriu algo estranho, o que também atraiu inesperadamente os mestres caçadores de demônios da capital. Com a chegada desses caçadores, Jiu Ji caiu em grande perigo e, sem escolha, só pôde suportar a dor, romper a cauda para escapar e fugir da residência Zhong. No instante em que rompeu a cauda, pareceu ver, de relance, seu marido gritar alguma coisa com a voz trêmula. Só que ela já não tinha tempo para prestar atenção... Depois desse episódio, Jiu Ji e o vice-magistrado Zhong ficaram quites. Ela retornou à Montanha dos Demônios e assumiu o trono do clã das raposas como soberana demoníaca. Pensou que jamais voltaria a ver aquele mortal em toda a vida; quem imaginaria que, meio ano depois, ele viria sozinho até a Montanha dos Demônios para procurá-la. O homem vestia uma roupa longa de brocado azul-escura com padrões discretos. Parado no salão principal da caverna, com a janela aberta, o vento carregava um forte miasma demoníaco e soprava contra seu peito. Sendo apenas um mortal, ele não demonstrava medo algum; apenas permanecia ali, ereto como um pinheiro solitário no penhasco. Sentada no alto, no trono da soberana demoníaca, Jiu Ji olhou de cima o homem de carne e osso e arqueou uma sobrancelha ao perguntar: — O que veio fazer aqui? O homem a encarou por um longo momento, com a expressão rígida, e então soltou em voz baixa algumas palavras: — Vim buscá-la para casa. Jiu Ji: ? Faz meio ano que não nos vemos e ele já enlouqueceu? * Título sério provisório: "Há uma Raposa" *Guardado em 2/6/2023*
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Tambores e música ressoavam, o céu tingido de vermelho. A multidão se espalhava pelo pátio como um enorme tecido de seda vermelha de celebração, rindo e correndo atrás dos passos dos noivos, avançando para o interior.
Chegando à porta do salão, a multidão já não conseguia avançar, apenas as crianças pequenas, por sua estatura, conseguiam se espremer entre as pessoas, chamando os amigos para entrar mais fundo, enquanto os adultos ficavam do lado de fora, assistindo à festa e conversando.
“... Como será a aparência da noiva? Vocês a viram? Será uma bela donzela?”
Apesar de estarem amontoados e não conseguirem ver direito, não faltavam comentários.
“Claro que ela é linda. Nosso noivo é o jovem secretário do Tribunal de Justiça, vindo de uma família de três gerações de oficiais do tribunal, e na ancestral sala de cerimônias ainda repousa a espada imperial concedida pelo antigo imperador. Apesar de ter passado dificuldades na infância, hoje ele é um dos jovens talentos mais promissores da capital. Um talento assim, certamente merece uma bela esposa, não é?”
Todos riam e concordavam, dizendo que gostariam de conquistar uma mulher tão formosa.
Uma velha, no entanto, comentou: “Todos amam belas donzelas, mas onde se encontra tantas belezas assim? E aquelas que não são claras, vocês realmente as receberiam em casa? Já esqueceram do caso do rico senhor Gao, lá no oeste da cidade?”
O tal senhor Gao era um homem rico e ocioso, apaixonado por sua mansão, na qual gastou metade da vida para construir.
Antes da ma