O Deus da Espada Aposentado: Minha Esposa é uma Detetive

O Deus da Espada Aposentado: Minha Esposa é uma Detetive

Autor: Café com açúcar e vinagre

No passado, o Deus da Espada Su Qingcheng desapareceu sem deixar vestígios após uma batalha devastadora, restando apenas a lenda que tantos admiravam. Su Han: Minha esposa é uma agente da lei; embora normalmente seja um pouco brava com estranhos, comigo ela é extremamente gentil. Qin Hongluan: Meu marido domina perfeitamente música, xadrez, caligrafia e pintura; é um renomado professor, e cuida de mim com uma atenção impecável. Até o dia em que o Grande Qin entrou em turbulência interna, e os nove dragões disputaram o trono... Su Han: A senhora não é apenas uma simples chefe de polícia? Qin Hongluan: Meu marido não é só um professor de música?

O Deus da Espada Aposentado: Minha Esposa é uma Detetive

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Capítulo 1 — O mestre-escola da cidade de Guangling

No Reino de Qian.

Em Jiangnan, na cidade de Guangling.

O vento gelado do inverno cortava como lâminas afiadas, ferindo a pele dos transeuntes e arrancando deles um arrepio involuntário; muitos puxavam o colarinho, como se assim pudessem barrar o frio do lado de fora.

A terra, coberta pela neve derretida, cintilava em prata. As ruas outrora movimentadas de Jiangdu agora estavam vazias, sem um único vulto.

Já nas tabernas e casas de chá à beira das ruas havia gente em quantidade. Num dia desses, tomar um gole de vinho quente e saborear um bom chá era uma das grandes alegrias da vida.

Na Academia Hanwen.

O som da cítara era delicado e alongado, etéreo e mutável, com notas que pareciam ter alma humana.

Sobre a plataforma de ensino, um jovem de pouco mais de vinte anos estava sentado. Vestia uma longa túnica branca e trazia sobre os ombros um pesado manto igualmente alvíssimo. A pele era clara, os cabelos negros estavam presos com desleixo atrás da cabeça, os olhos brilhavam como estrelas ao longe, o nariz era reto e elegante, e havia nele o refinamento de um letrado.

Diante dele, os estudantes de túnicas azuis balançavam a cabeça em compasso, entregues àquele som celeste.

As notas maravilhosas escorriam vagarosamente das cordas. Às vezes, o instrumento ressoava alto e impetuoso, como o mar em maré cheia golpeando a costa. Às vezes, tornava-se suave e grave, como uma mãe envelhecida chamando o filho há muito distante. Outras, era límpido e cristalino, como uma brisa leve percorrendo um bosque de bambus verdejantes.

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