Os anos em que fui um médium espiritual

Os anos em que fui um médium espiritual

Autor: Meu pensamento é sereno.

Meu nome é Chen Jiuyang. Desde pequeno, segui meu mestre no cultivo, e aos onze anos entrei oficialmente em ação, carregando os Cinco Imortais e percorrendo o mundo. Com destino de sete assassinatos, ossos sob pele de beleza, estrela demoníaca em tempos caóticos — no instante em que entrei nesse mundo, já estava fadado a não sair ileso. Homens de pele humana, os três cadáveres ressentidos, o imortal dos talismãs de ossos brancos; cada caso que vi estava repleto de perigo. E por trás de tudo isso, havia de fato um plano maligno oculto...

Os anos em que fui um médium espiritual

70mil palavras Palavras
0visualizações visualizações
300capítulos Capítulo

Capítulo 1: O tumulto do espírito da doninha

Meu nome é João Nove-Sóis, e sou um médium das montanhas. Desde que me entendo por gente, sigo meu mestre aprendendo as artes de incorporar espíritos.

Quanto aos meus pais, nunca soube quem eram. Perguntei muitas vezes, mas meu mestre apenas balançava a cabeça. Segundo ele, fui encontrado numa noite de inverno em que caía uma neve tão farta quanto plumas de ganso.

Até hoje, o velho mestre ainda gosta de brincar comigo, dizendo que, naquele frio de matar, eu deveria ter morrido, mas, em vez disso, fiquei ali, sorridente, chupando o dedo dentro das faixas em que me envolveram.

De modo simples: meu mestre se chamava João Cego. O nome verdadeiro dele eu não sei; de todo modo, quase todos os que vinham consultar o chamavam de Cego, ou de Grande Imortal.

O Templo dos Cinco Imortais era o lugar de trabalho do mestre, o nosso altar.

Como se sabe, entre os médiuns do Nordeste existem os espíritos da raposa, da doninha, do branco, do salgueiro e do cinza. Esses cinco são os mais conhecidos entre os espíritos. Entre eles, a raposa é a de maior prestígio, e todo o culto dos médiuns daquela região é governado e dirigido pelo Velho Senhor Raposa e pela Velha Senhora Raposa.

Mas os espíritos cultuados no altar do meu mestre não pertenciam a nenhum desses cinco. Sobre isso, eu também nada sabia.

Aos onze anos, incorporei pela primeira vez. Os cinco espíritos do altar desceram sobre mim ao mesmo tempo, abriram minhas vias e me prenderam por dentro; o processo inteiro foi pior que morrer, como se me retalhassem a golpes de mil facas.

Pela ex

📚 Recomendações

Ver mais >

Ranking

Mais rankings >