Este livro não é bonito. Você pode até comprar uma passagem de pé para vir me bater. O rapaz do campo Tugen cresceu de um jovem comum até se tornar um magnata riquíssimo, mas, por mais capaz que eu seja, continuo sendo eu mesmo; continuo sendo o rapaz do campo lá do extremo leste da aldeia.
Na Vila da Donzela de Jade, numa casa rural de barro, Fragrância da Lua, com pouco mais de vinte anos, ria baixinho enquanto olhava para Raiz.
— Raiz, você é mesmo capaz de...
Raiz abriu os olhos de sobressalto.
Ah, então era um sonho.
A batida na porta ainda não cessava.
Ele foi abrir.
Era Terceiro Zhao, filho do chefe da aldeia, e também marido de Fragrância da Lua.
Raiz sentiu um aperto de culpa, como quem faz algo errado, e o coração deu um salto.
— Terceiro Zhao, o que houve?
Terceiro Zhao deu um tapa no ombro de Raiz e cerrou os dentes.
— Rapaz, por que está dormindo a esta hora? Entre. Quero conversar com você sobre uma coisa.
— Tá bom.
Raiz o deixou entrar.
Terceiro Zhao lançou um olhar àquela casa pobre de taipa, fez uma careta de desprezo, mas logo o olhar se escureceu de tristeza.
— Raiz, você sabe como é. Há dois anos me envolvi numa briga com gente de fora da aldeia e levei uma facada. Desde então, lá embaixo não funciona mais. Casei com uma esposa e foi em vão.
Raiz entendeu na hora.
Terceiro Zhao, porém, sempre se apoiara no fato de o pai ser o chefe da aldeia para agir com arrogância, dominando o lugar e brigando com gente de outros povoados.
Passara meio ano no hospital; então era isso, tinha ficado impotente. Bem-feito.
Depois, porque o pai era o chefe da aldeia, gastaram uma fortuna para abafar o caso.
Terceiro Zhao então se inclinou e falou ao ouvido de Raiz sobre o que queria dele.
— Terceiro Zhao, uma coisa dessas deveria ser feita