Carne e sangue de um mortal; após cem anos, resta apenas um punhado de terra amarela. A boa notícia é que, ao abater demônios e exterminar monstros, é possível saquear a longevidade dessas criaturas para uso próprio; a longevidade consumida pode ser usada para aperfeiçoar as artes marciais, convocar e treinar poderosos espíritos heroicos... (A Espada de Sangue Rubro) rompe para (Espada do Inferno Carmesim), (A Mão do Dragão Subjugador de Demônios) rompe para (Mão Caçadora de Demônios do Imperador Dragão)... Com longevidade demoníaca em quantidade suficiente, convocam-se espíritos heroicos leais da raça humana para lutar lado a lado. O primeiro, Zhao Yun, Zhao Zilong! O segundo... O terceiro... Sem perceber, quanto mais longevidade ele gastava, mais ela aumentava... Até que, um dia, os deuses e demônios dos céus, tão acima de todos, também foram despertados por Liang Xiao. Então, com o sangue desses deuses e demônios celestiais, provarei a minha Grande Dao da Imortalidade!
“Senhor, perdoe-nos a vida!”
Um hálito cortante de dor, vindo da têmpora, fez Liang Xiao suspirar de susto e abrir os olhos aos poucos.
O que viu primeiro foram camponeses seminus, ajoelhados diante do estrado, tremendo de medo.
Dos dois lados abaixo do palco, postavam-se guardas de feição feroz.
Ele próprio estava sentado numa cadeira de prata pura, com belas criadas perfiladas à esquerda e à direita.
Liang Xiao franziu o cenho, enquanto fragmentos de memória lhe varriam a mente em rápida sucessão.
Tudo o que lembrava era de ter visto um filme indecente, denunciado o site sem hesitar, e sido fulminado por um raio assim que saíra para a varanda; depois, sua alma vagara até ali.
Esfregando a testa já enfaixada, Liang Xiao olhou para o sangue que lhe manchava a mão.
A dor era real demais. Ele havia renascido em outro corpo.
O dono original era o grande latifundiário da Vila do Rio Longo, homônimo dele. Havia herdado os negócios da família havia dois anos e meio e já era a figura mais proeminente entre os senhores de terra — e um lodo entre os lodos.
Graças ao esforço incansável do antigo dono, a Vila do Rio Longo enfim tivera o primeiro bordel da sua história...
Quanto à concentração de terras, ao abuso de homens e mulheres, à compra e venda forçadas, e a obrigar famílias a vender filhos e filhas, aquilo era rotina. Mais da metade das terras cultiváveis da vila estava em seu nome.
Até o prefeito da Vila do Rio Longo precisava olhar para a cara dele antes de agir.
“Maldita classe dos latifundiário